13 anos de Pousada A Capela e 11 anos de vida sem crachá

Hoje a proprietária Claudia Giudice celebra 11 anos de vida sem crachá, focada nos cuidados com a pousada A Capela.

Hoje é 27 de agosto. Quase me esqueci que é dia de festa. Aniversário de 11 anos da perda do crachá. Celebro também 10 anos do livro A vida sem crachá, que segue vendendo na versão digital. Há 11 anos não comemorei, chorei. Contra minha vontade, dei um triplo mortal carpado, sem rede de segurança, ao mergulhar de cabeça na selva do empreendedorismo. Dei sorte. Soube fazer. Tinha grana na minha mochila. Minha pequena pousada, recém-inaugurada, com 8 quartos, vingou. Hoje estou aqui, de mala e cuia, em Arembepe, na Bahia. Trabalho e pago minhas contas.

No ano passado, deixei de ser hóspede de mim mesma e parei de morar no escritório. Construi uma casa frente ao mar, a 50 metros da Capela. Contratei mais funcionários. Estou bem mais saudável e feliz.

Em novembro completo 60 anos e a pousada A Capela, meu sonho de futuro realizado no presente, fará 13 anos. Estamos em forma. Controlo o peso e faço atividade física diariamente. Cuido do equilíbrio e dos músculos. Ela agora tem 19 apartamentos. Está sendo sempre reformada e pintada (eu ainda não uso botox), com enxoval renovado anualmente, paredes brancas, móveis bem cuidados e uma gestão atualizada.

No ano passado, percebi que os hóspedes antigos estavam diminuindo a frequência, porque os filhos haviam crescido e, adolescentes, queriam conhecer outros destinos. Aceitei que o meu networking envelhecido não dava mais conta de renovar a base de clientes. Com humildade, entendi que era hora de pedir ajuda para não perder o jogo. Contratei uma empresa de gestão de reservas, a HoGrow, que me ajuda diariamente a renovar e manter hóspedes com o auxílio de OTAs, operadoras e agências. Eles são ágeis e jovens. Me provocam, me ensinam e me apoiam.

O sistema de gerenciamento das reservas e do negócio, feito pela App Sistemas, também é moderno e profissional. Ele mora na nuvem da Hits e eu posso cuidar do meu negócio em qualquer lugar do planeta que tenha internet. As redes sociais, que no início eram porcamente feitas por mim, que afinal fui jornalista, agora também são profissionais. A BeeWeb faz para mim de modo eficiente e organizado. Amém.

Minha atual trincheira é a Inteligência Artificial. Não tenho help desk e vivo me virando sozinha. Por isso, o Chat GPT-5 Pro se tornou um bom amigo. Responde às dúvidas que tenho vergonha de perguntar para os amigos e me ajuda a fazer projetos, revisar textos, escrever avisos e pesquisar. Não tem nome, mas é meu assistente.

Ficar caduca, perder o bonde e o pé é o meu maior medo. Acho que ainda estou conseguindo acompanhar o futuro que chegou. Sigo em frente, um dia de cada vez. Mas sei lá. As operações estão cada vez mais complexas e a memória cada dia mais falha. O que me anima é que ainda topo desafios e tenho um grande projeto para o futuro próximo. Quero rodar o mundo até chegar ao fim dele. Preciso seguir correndo para dar tempo de realizá-lo antes de o jogo terminar.

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